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Operação "Casa Bomba II": Com apoio de helicóptero e Choque, polícia mira herdeiros do tráfico em Maracaju

  • Foto do escritor: Outro Lado De Dourados
    Outro Lado De Dourados
  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Helicoptero das forças policiais do MS
Helicoptero das forças policiais do MS

Ação conjunta desarticula esquema sofisticado onde drogas eram usadas como "reserva financeira" e escondidas em cofres camuflados nas paredes.

Por Rogérinho Santo


MARACAJU (MS) – As forças de segurança de Mato Grosso do Sul deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Casa Bomba II, uma ofensiva de grande porte contra o crime organizado no município de Maracaju, a 159 km de Campo Grande. A ação mobilizou um forte aparato policial, incluindo o Batalhão de Choque, o Canil do 11º BPM, viaturas da Polícia Civil e Militar, além do suporte aéreo do helicóptero do Grupamento Aéreo (CGPA), que sobrevoou a cidade para dar suporte tático e evitar fugas.

A operação é um desdobramento direto de investigações iniciadas em julho deste ano, quando a polícia descobriu um esquema de ocultação de drogas inédito na região. O objetivo de hoje foi descapitalizar a organização criminosa que assumiu o controle do tráfico local após a morte de seu antigo líder.

A "Casa Bomba" e os Cofres Secretos

O nome da operação faz referência a um imóvel descoberto pela polícia em julho, no Bairro Ilha Bela II. Na ocasião, agentes encontraram uma casa em construção que funcionava exclusivamente como depósito seguro (ou "bunker") para o tráfico.

O detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a sofisticação do esconderijo: cofres embutidos nas paredes de alvenaria e camuflados como tomadas elétricas. Dentro deles, a quadrilha armazenava pasta base de cocaína e crack de alta pureza. Segundo a Polícia Civil, a droga e o próprio imóvel funcionavam como uma "reserva de valor" (uma espécia de poupança do crime), avaliada em mais de R$ 120 mil.

Alvos e Prisões de Hoje

A ação desta quarta-feira visou os "herdeiros" desse esquema. As investigações apontaram que, mesmo após a apreensão da droga em julho e a morte do antigo chefe do bando — identificado como Mauro da Silva Adorno, morto recentemente na Penitenciária da Gameleira II —, o grupo continuou operando e utilizando a estrutura para capitalizar o tráfico.

Até o momento, o balanço parcial da operação indica:

  • Prisões Preventivas: Dois líderes da organização foram presos.

  • Conduções: Outras quatro pessoas foram levadas à delegacia por estarem em posse de entorpecentes durante as buscas.

  • Bloqueio de Bens: A Justiça determinou o sequestro (apreensão judicial) do imóvel utilizado pela quadrilha, comprovadamente adquirido com dinheiro ilícito.

Integração das Forças

A operação destacou-se pela integração entre as forças estaduais. A coordenação foi da Polícia Civil de Maracaju, com apoio da Delegacia de Rio Brilhante e do 15º Batalhão da Polícia Militar. O uso do helicóptero do CGPA chamou a atenção dos moradores, realizando voos rasantes para monitorar os perímetros dos alvos.

Em nota, as autoridades reforçaram que a operação segue em andamento e novas diligências podem ocorrer ao longo do dia para localizar outros integrantes da rede de distribuição de drogas da cidade.


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