Guerra no Oriente Médio atinge postos de Mato Grosso do Sul e preços disparam
- Outro Lado De Dourados
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Por Rogérinho Santo| 10 de Março de 2026.

A escalada nos conflitos no Oriente Médio, envolvendo ataques recentes e o fechamento estratégico do Estreito de Ormuz, já está pesando no bolso do motorista sul-mato-grossense. Em menos de uma semana, postos de combustíveis em Campo Grande e no interior do estado registraram altas significativas, impulsionadas pela disparada do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca dos US$ 100 por barril.
O Impacto nas Bombas
Levantamentos realizados nesta segunda-feira (9) em Campo Grande revelam que o preço da gasolina, que era encontrado por R$ 5,79 há poucos dias, saltou para patamares entre R$ 5,98 e R$ 6,29. O etanol seguiu a tendência de alta, com valores médios subindo de R$ 4,12 para R$ 4,19, atingindo picos de R$ 4,29 em algumas regiões da capital.
Por que os preços subiram tanto?
O mercado global de energia entrou em alerta após ataques a refinarias na Arábia Saudita e tensões crescentes entre Irã, Israel e Estados Unidos. Como o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, a paridade com o preço internacional força o ajuste, mesmo antes de anúncios oficiais de grandes refinarias.
Principais fatores da alta:
Logística global: O bloqueio de rotas marítimas essenciais no Oriente Médio.
Petróleo Brent: A cotação superou os R$ 529 (US$ 100) por barril pela primeira vez em quatro anos.
Defasagem: Importadores alertam que o preço nas refinarias brasileiras ainda pode sofrer novos reajustes para acompanhar o mercado externo.
Efeito Dominó na Economia de MS
O setor produtivo de Mato Grosso do Sul, fortemente ligado ao agronegócio, teme o impacto no preço do diesel, essencial para o escoamento da safra. Especialistas alertam que o aumento do frete deve chegar rapidamente às prateleiras dos supermercados, elevando o custo de vida geral no estado.
"A situação é volátil. Se o conflito se prolongar, o efeito será sentido em toda a cadeia, do transporte de grãos ao preço do prato de comida", afirmam analistas do setor econômico local.

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