ESTELIONATO EM DOURADOS: Vendedora de Consórcio é Presa Após Aplicar Golpes em Dezenas de Vítimas
- Outro Lado De Dourados
- 26 de fev.
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DOURADOS, MS – A Polícia Civil, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), efetuou a prisão de uma mulher acusada de liderar um esquema de estelionato envolvendo a venda de falsas cartas de crédito e consórcios não contemplados em Dourados. A suspeita, que atuava como consultora de vendas, é investigada por causar prejuízos que somam milhares de reais a trabalhadores e pequenos produtores da região.
O Mecanismo da Fraude
Segundo as investigações, a vendedora utilizava as redes sociais e anúncios em plataformas de vendas para atrair clientes interessados na compra rápida de veículos e imóveis. O golpe seguia um roteiro bem estruturado:
A Promessa: A vítima era convencida de que estava adquirindo uma "carta de crédito já contemplada", o que garantiria o acesso imediato ao bem.
O Pagamento Inicial: Para "liberar" o crédito, a vendedora exigia uma entrada que variava entre 10% e 20% do valor total da carta.
A Decepção: Após o pagamento da entrada e a assinatura de contratos com cláusulas confusas, a vítima descobria que, na verdade, havia ingressado em um consórcio comum, sem qualquer garantia de contemplação a curto prazo.
O Silêncio: Quando questionada, a vendedora passava a evitar as vítimas ou alegava "erros administrativos", retendo o valor da entrada.
Prisão e Investigação
A prisão ocorreu após uma série de denúncias registradas na delegacia local. Durante a operação, foram apreendidos documentos, contratos e dispositivos eletrônicos que comprovam a prática irregular. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser ainda maior, já que muitas pessoas, por vergonha ou falta de informação, acabam não registrando o boletim de ocorrência.
Alerta da Polícia Civil: "Nenhuma empresa de consórcio séria garante a data da contemplação. Se a oferta parece boa demais para ser verdade — como um crédito imediato sem sorteio ou lance — provavelmente trata-se de um golpe."
Como se Precaver?
Especialistas recomendam que, antes de fechar qualquer negócio de consórcio, o consumidor:
Consulte o CNPJ da empresa no site do Banco Central.
Nunca realize transferências para contas de pessoas físicas (vendedores).
Leia atentamente o contrato e desconfie de promessas verbais que não constam no documento assinado.
A suspeita permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime de estelionato (Art. 171 do Código Penal), cuja pena pode chegar a 5 anos de reclusão.
ATUALIZAÇÃO: Esquema de Falsos Consórcios em Dourados Deixa Prejuízo Superior a R$ 500 Mil
DOURADOS, MS – Novas informações reveladas pelas autoridades policiais indicam que o esquema de estelionato operado por uma vendedora de consórcios na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul foi muito mais abrangente do que se supunha inicialmente.
O Montante do Golpe e Número de Vítimas
Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos 25 vítimas diretas, mas estima-se que o número total possa ultrapassar 40 pessoas. O prejuízo financeiro acumulado já ultrapassa a marca de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
Os valores subtraídos de cada vítima variavam conforme o "sonho" que estava sendo vendido:
Motos e Carros Populares: Entradas de R$ 5 mil a R$ 15 mil.
Caminhões e Maquinário Agrícola: Golpes que chegavam a R$ 50 mil por "cota contemplada".
Apreensões e Provas
Durante a prisão da suspeita em seu local de atuação, os agentes do SIG apreenderam:
Contratos Falsificados: Documentos que simulavam logomarcas de grandes administradoras de consórcios nacionais para dar veracidade ao golpe.
Comprovantes de Transferência: A maioria dos valores era enviada para contas de "laranjas" ou contas pessoais da vendedora, e não para as empresas de consórcio.
Caderno de Anotações: Onde a investigada mantinha uma lista de potenciais alvos e o status dos pagamentos "mordidos".
A Tática do "Reinvestimento"
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi que, quando uma vítima começava a desconfiar da demora na entrega do bem, a vendedora utilizava parte do dinheiro de uma nova vítima para devolver uma pequena parcela à anterior, tentando evitar a denúncia na polícia. Essa tática de "pirâmide de confiança" permitiu que o crime ocorresse por meses sem interrupção.
Desdobramentos Jurídicos
A Justiça de Mato Grosso do Sul converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, citando a necessidade de garantir a ordem pública, dado o grande número de lesados. A defesa da vendedora alega que houve apenas um "descumprimento contratual" por parte da empresa e que não houve intenção de dolo, tese que é contestada pelas dezenas de depoimentos colhidos.
A Polícia Civil de Dourados continua a receber denúncias. Se você ou alguém que conhece acredita ter sido vítima deste esquema, a orientação é procurar a delegacia mais próxima com todos os comprovantes de pagamento e conversas de aplicativo salvas.
Dica de Segurança: Lembre-se que em Dourados, como em qualquer lugar do Brasil, a venda de "cota contemplada" é uma prática que exige cautela extrema e verificação direta com a administradora oficial, nunca apenas com o vendedor intermediário.
Por: Rogérinho Santo




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